Prefeitura de Anápolis atua de forma preventiva e técnica e Amazílio Lino não sofre com chuvas mesmo em cenário desafiador

Antes das obras, as lagoas operavam com apenas 45% da capacidade

(Foto: Divulgação)

Desde outubro de 2025, antes do início das chuvas, a Prefeitura de Anápolis vem atuando estratégica e continuamente no desassoreamento integrado dos córregos Antas, Góis e João Cesário, bem como a recuperação das bacias de detenção do Parque Onofre Quinan. Resultado: mesmo Anápolis registrando, em 2026, o mês de janeiro mais volumoso dos últimos 8 anos, a região da Amazílio Lino não sofreu, em nada, com problemas crônicos de alagamentos que vinham sendo registrados corriqueiramente há mais de seis décadas.

A Rua Amazílio Lino, conhecida historicamente por alagamentos, registrou situações críticas após chuvas sequenciais em 2001, 2004, 2009, 2011, 2021, 2022,2023 – tendo como consequências interdição da via, veículos arrastados, alagamentos e episódios envolvendo pessoas ilhadas. Muitos comerciantes, chegaram a desistir de exercer o ofício na região.

Com base em estudos técnicos e hidrológicos da bacia, a história não se repetiu neste ano mesmo em meio a um cenário desafiador. Em janeiro deste ano, choveu 410,2 mm, o maior volume registrado nos últimos oito anos conforme levantamento indicado pelos pluviômetros municipais. Fevereiro não ficou para trás, com o registro de 294,2 mm, o que demonstra que mesmo com um período crítico de chuvas o trabalho da Prefeitura teve impacto positivo na região.

O desassoreamento realizado pela Secretaria Municipal de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente removeu de mais de 33.000 m³ de sedimentos. O processo teve como objetivo atuar de forma integrada em toda a bacia, organizando, de maneira estratégica, um desassoreamento completo dos cursos d’água dos córregos Antas, Góis e João Cesário.

Além disso, foi feita a redução do nível da água no período de estiagem, aumentando a capacidade de contenção e permitindo reter a água no local, o que ajuda a evitar alagamentos nas regiões próximas. Antes das obras, as lagoas operavam com apenas 45% da capacidade.

As intervenções tiveram início após estudos do plano de macrodrenagem do município. Os levantamentos hidrográficos analisaram as margens dos cursos d’água e identificaram as ações necessárias para prevenir enchentes.

Vale ressaltar, que as intervenções realizadas pela Secretaria de Obras acontecem de forma contínua, devido ao comportamento natural da bacia, sendo uma medida preventiva contra transbordamentos no período chuvoso.

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