A Prefeitura de Anápolis anunciou um reajuste salarial de 5,4% para os professores da rede municipal, que será aplicado de forma parcelada ao longo de 2026. O aumento será dividido em três etapas. A primeira parcela, de 2,26%, será aplicada na folha de pagamento de março. Em agosto, os profissionais receberão mais 2% de reajuste, e a última parcela, de 1,14%, será concedida em novembro, completando o percentual total previsto para o ano.
Atualmente, o piso nacional do magistério para profissionais com jornada de 40 horas semanais foi fixado em R$ 5.130,63 para 2026. Em Anápolis, no entanto, os professores já recebem valores acima desse patamar. Em 2025, o vencimento para a mesma carga horária foi de R$ 5.132,40 – enquanto que o piso nacional era de R$ 4.867,77. Com o reajuste de 5,4% aplicado para 2026, o valor passará para R$ 5.409,55 para jornada de 40 horas, mantendo o município acima do mínimo nacional estabelecido para a categoria.
Também foi definido o pagamento de valores retroativos. As diferenças referentes ao período a partir de janeiro de 2025 serão quitadas nos meses de abril e maio. Já o retroativo referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2026 deverá ser tratado no segundo semestre, conforme o planejamento financeiro do município.
O prefeito Márcio Corrêa destacou que, mesmo diante das dificuldades financeiras encontradas pela atual gestão, a educação continua sendo tratada como prioridade. “Quando assumimos a Prefeitura no ano passado, encontramos uma situação financeira muito difícil, com gastos com folha e empréstimos que ultrapassavam a própria arrecadação do município. Esse tipo de desequilíbrio não se resolve de um dia para o outro. Mas também sabemos que a educação não pode esperar, afirmou.
A secretária municipal de Educação, Adriana Vilela Arantes, destacou que o reajuste também representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da rede. “Essa medida busca valorizar o trabalho dos nossos educadores e, ao mesmo tempo, fortalecer a qualidade do ensino oferecido aos estudantes da rede pública”, afirmou.
