Anápolis recebe exposição ‘Liberdade esquiva e delicada da vida’ de Luciana Martins e inaugura projeto “As Quatro Estações”

Mostra convida o público a uma experiência sensorial, em que a abstração dialoga com emoções, sensações e desejos

(Foto: Paulo de Tarso/ Prefeitura de Anápolis)

Anápolis recebe, a partir do dia 30 de março, a exposição “Liberdade esquiva e delicada da vida”, da artista visual Luciana Martins. A mostra, que segue aberta até 15 de maio, será realizada na Estação Ferroviária Prefeito José Fernandes Valente, com visitação gratuita das 8h às 17h, e marca a abertura do projeto As Quatro Estações, iniciativa voltada à valorização de artistas da cena independente local.

A exposição integra uma proposta mais ampla de ocupação cultural do espaço ao longo do ano. Idealizado pelo artista e curador Rondinelli Linhares, o projeto prevê a realização de mostras individuais e coletivas durante as quatro estações, com curadoria periódica voltada à produção artística de Anápolis.

Abrindo a programação, Luciana Martins apresenta um conjunto de obras que reafirma a força de sua trajetória artística. Natural de Ouro Preto (MG) e radicada em Anápolis desde a juventude, a artista iniciou sua produção na pintura figurativa a óleo e, posteriormente, passou a se dedicar ao abstracionismo, linguagem em que explora a tinta acrílica, as cores e as texturas como elementos centrais de expressão.

No texto curatorial, Rondinelli Linhares destaca que as obras são “forjadas em camadas sobrepostas”, revelando contrastes e nuances que ultrapassam o olhar imediato. A liberdade criadora aparece como elemento central, evidenciada na relação espontânea da artista com a tinta e com o suporte.

A mostra convida o público a uma experiência sensorial, em que a abstração dialoga com emoções, sensações e desejos. Entre pinceladas e composições, a artista propõe uma reflexão sobre a delicadeza da liberdade no fazer artístico, traduzida em um “agora” pulsante e profundamente humano.

Além de inaugurar o projeto “As Quatro Estações”, a exposição também amplia o acesso da comunidade à produção cultural local e reforça a proposta de transformar a Estação Ferroviária em um espaço permanente de valorização da arte e dos artistas da cidade.

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