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12/04/2018 12h51 - Atualizado em 12/04/2018 12h53

Vacinação começou nesta sexta-feira nas unidades de saúde do município

Secretaria da Saúde alerta que não há surto de gripe em Anápolis e reafirma que não há motivo para pânico

Foto: Daniel Carvalho/Ascom

Começou nesta sexta-feira, 13, a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 na rede municipal de saúde. Idosos, trabalhadores da saúde e pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves integram o primeiro grupo a receber a vacina (confira, abaixo, as datas em que cada grupo prioritário vai se vacinar e os locais).  Em Goiás a imunização começa dez dias antes dos outros estados porque foram registradas oito mortes em decorrência da doença.

Porém, em Anápolis a situação é diferente. Até o dia 10 deste mês foram constatados três casos – dois evoluíram para cura e um para óbito – e todos os outros sob investigação se configuram Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Esses números, afirma o coordenador da Vigilância em Saúde do município, Júlio César Espíndola, comprovam que não há motivo para que as pessoas entrem em pânico. “Não estamos vivendo uma epidemia, mas a ocorrência antecipada da doença, o que nos dá um sinal de alerta para reforçar alguns cuidados básicos”, afirma Espíndola. A Campanha de Vacinação contra Influenza 2018 acontece entre os dias 13 de abril e 1º de junho.

O coordenador de Vigilância em Saúde explica que a infecção pelo vírus H1N1 é comum entre os meses de maio e julho, mas neste ano, por algum motivo ainda não identificado, houve uma antecipação. Ele orienta a tomar medidas de precaução como evitar levar crianças pequenas, gestantes ou idosos a locais onde há aglomerações; lavar sempre as mãos com água e sabão ao voltar da rua ou sempre que tiver contato com muitas pessoas; usar lenços de papel ao tossir e espirrar; e, diante de qualquer sinal de alarme como febre alta, falta de ar e dor no corpo procurar, imediatamente, auxílio médico.

Sintomas da Influenza/H1N1

A febre é a manifestação mais importante e dura em torno de três dias. Sintomas respiratórios, como a tosse, dores musculares, de garganta e de cabeça, calafrio, fraqueza, espirros e coriza tornam-se mais evidentes com o avanço da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Podem aparecer ainda sintomas como: pele quente e úmida, olhos avermelhados e lacrimejantes. As crianças podem apresentar aumento de linfonodos cervicais (gânglios no pescoço), diarreia e vômitos.

Grupo de risco

Alguns pacientes apresentam um risco maior de complicações após infecção pelo vírus H1N1:

•         Portadores de doenças pulmonares crônicas (asma, por exemplo)

•         Cardiopatas

•         Portadores de doenças metabólicas crônicas, como a diabetes

•         Imunodeficientes ou portadores de imunodepressão

•         Crianças com menos de cinco anos

•         Grávidas ou mulheres no período pós-parto

•         Adultos com mais de 60 anos

•         Pacientes debilitados

•         Portadores de doenças renais ou hemoglobinopatia