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19/06/2019 16h49 - Atualizado em 19/06/2019 17h06

Sistema garante informações completas sobre Anápolis

Novidade impacta positivamente nas ações em setores como saúde, meio ambiente e segurança pública; além de garantir justiça fiscal para a população

Foto: Gislaine Matos - Dircom

Imagine um município desenvolvendo inúmeros projetos na área da Educação, Saúde, Meio Ambiente e Segurança Pública, tudo isso a partir de um mapeamento geográfico. Parece confuso para você? Mas isso é possível por meio do Georreferenciamento Urbano, um dos sistemas mais modernos do Brasil que realiza o levantamento topográfico detalhado de cidades, e que, desde janeiro deste ano, é realizado em Anápolis de forma inédita.

A partir dele, é possível identificar áreas desmatadas e, assim, intensificar ações de reflorestamento; verificar manchas de violência, facilitando a atuação das forças de segurança; auxiliar equipes da saúde a detectar focos do mosquito Aedes aegypti. A lista é longa e inclui ainda serviços de manutenção, como troca de iluminação pública e recuperação asfáltica, e muito mais.

Além disso, o georreferenciamento pode servir como uma ferramenta eficaz de justiça fiscal. Como assim?, você deve estar se perguntando. Calma, é fácil entender. É que todos os anos, Anápolis gera um saldo da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) – a chamada taxa de lixo – que é rateada entre os contribuintes de acordo com os metros quadrados construídos em cada lote. Hoje, sabe-se que Anápolis conta com cerca de 220 mil lotes, só que com o crescimento exponencial do município, esse número pode ser ainda maior. Isso porque muitos contribuintes não buscaram fazer a regularização perante a Prefeitura. Além disso, há aqueles que fizeram ampliações em suas residências e não informaram ao Executivo.

Isso não é bom para o cidadão anapolino, uma vez que a taxa de lixo acaba não sendo distribuída de forma justa. “Quem está correto perante a Prefeitura, acaba pagando por aquele que não está”, explicou o secretário municipal da Fazenda, Geraldo Lino, ao afirmar que já no próximo ano isso deve mudar.

Como é feito?
Por ser tão detalhado e transparente, o trabalho leva algum tempo. A primeira etapa aconteceu em 2018, com a fotografia aérea dos 933,156 km² de Anápolis. Agora, a equipe da empresa Geo Mais, que ganhou a licitação para realizar o serviço, dividiu o município em 33 setores e está percorrendo todos eles para verificar as informações geradas pela aerofotografia.

Os 27 técnicos da Geo Mais fazem medições e registros fotográficos e colocam dentro do sistema interno para armazenar todas as informações do município. Cerca de 540 quadras já foram registradas. “A equipe anda uniformizada em uma van ou em um carro plotado. Eles possuem crachá para se identificar corretamente”, garante o secretário.

Aqueles contribuintes que não notificaram o aumento de área construída em seus lotes, mas cuja ampliação foi constatada por meio da foto aérea e com a equipe in loco, serão notificados. Não concordando com a medição, ele tem 30 dias para ir a qualquer unidade do Rápido e entrar com o recurso.

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