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18/05/2020 17h49 - Atualizado em 22/05/2020 10h02

Rede de Proteção à Criança e Adolescente debate exploração sexual de crianças e adolescentes

Vídeos para circular em WhatsApp e panfletos serão algumas das ferramentas para alertar famílias sobre esse tipo de crime

Foto: Bruno Velasco - Dircom
Diante de uma nova realidade mundial, com a chegada da Covid-19, a Campanha Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes também ganha novo formato. Uma videoconferência realizada nesta segunda-feira, 18, por agentes que fazem parte da rede de proteção de Anápolis levantou possíveis ações a fim de estreitar vínculos com vítimas ou para que pessoas que percebam esse tipo de crime façam delações.
 
Muitas vezes, professores da rede pública ou particular, ou mesmo assistentes sociais que trabalham em núcleos de atendimento às famílias vulneráveis, são a porta de entrada para a percepção de comportamentos diferentes que podem evidenciar algum tipo de maus-tratos. Sendo assim, com trabalhos acontecendo de forma remota, há o receio de que esteja ocorrendo subnotificações de casos em Anápolis. De janeiro a abril de 2019, foram registrados 56 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ante 51 casos no mesmo período de 2020. “Por isso, temos que traçar uma linha de trabalho em meio ao contexto social que estamos vivendo”, diz a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda, Eerizânia Lobo.
 
O juiz da infância e juventude de Anápolis, Carlos Limongi, explica que pessoas que já vinham cometendo esse tipo de crime tendem a intensificar as ações, já que o momento é de maior dificuldade para todos. “Temos de ter uma visão mais detalhista e com muita cautela”, diz, lembrando da importância do papel dos conselheiros tutelares.
 
Uma das possibilidades apresentadas foi de utilizar os postos de saúde como um canal mais estreito, já que os agentes de saúde costumam conhecer a realidade familiar da sua área de atuação. A secretária também ressaltou que professores das escolas, de prática esportiva ou mesmo da área cultural, devem ligar para aqueles alunos que identificam com maior vulnerabilidade para saber como eles estão.  “Precisamos chamar a comunidade para participar da campanha. As igrejas também são importantes nesse processo”, afirma.
 
A representante do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte em Anápolis (Senat), Andrea Amaral, informou que uma campanha será realizada com os caminhoneiros em junho e disponibilizou a estrutura para a divulgação de panfletos para esse público.
 
Ações em andamento
Ao fazer a entrega das cestas básicas para famílias que fazem o pedido via Zap da Prefeitura, profissionais estão entregando um kit contendo panfleto com os números de denúncia, balas e uma máscara – tudo isso numa sacola sustentável, que também possui as informações necessárias para denúncia.
 
A secretária municipal de Educação, Sonja Lacerda, afirma que o novo Portal da Educação, que já atingiu 47 mil visualizações desde o lançamento, em 4 de maio, terá atividades com essa temática: seja no formato de texto, atividades ou de desenho. “Na segunda remessa do kit da merenda escolar, vamos também divulgar os panfletos”, ressaltou.