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05/10/2018 15h53 - Atualizado em 05/10/2018 15h57

Parque da Cidade vai se transformar em Memorial Vivo do Cerrado

A empresa Valec é a responsável pelo trabalho de reflorestamento como compensação por impactos ambientais causados pela construção da Norte-Sul

Foto: Daniel Carvalho - Ascom

Quando da construção da Ferrovia Norte-Sul, a empresa Valec fez com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) acordo de executar programa de compensação pelos impactos ambientais decorrentes da obra. A Valec pretende começar a execução do projeto até o início de novembro, por Anápolis. Técnicos da empresa e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Habitação e Planejamento Urbano se encontraram nesta semana para discutir e definir os últimos detalhes para formatação do plano de reflorestamento do Parque da Cidade, área localizada às margens da ferrovia.

A proposta é transformar o local em um santuário de espécies nativas e espaço de interação das pessoas com o meio. A partir dessa ideia, até um novo nome já foi escolhido para o parque: Memorial Vivo do Cerrado, conta o diretor de Limpeza Urbana, Antônio Zayek. O gerente de meio ambiente da Valec, Alex Rampazzo, e a engenheira florestal Caroline Maira de Jesus vieram à Anápolis para se reunir com a equipe da Secretaria de Meio Ambiente e se comprometeram a entregar até o final deste mês o projeto de reflorestamento em conformidade com o conceito apresentado por Zayek.

Segundo ele, o projeto prevê, também, a criação de trilhas nas áreas reflorestadas, para que a população possa conhecer a diversidade biológica do cerrado e a riqueza de suas flores e frutos. “O Parque, com seus 815 hectares de área, terá bosques de pequi, cagaita, cajus, barus e outras espécies do cerrado, um dos biomas de maior diversidade do mundo e que precisa ser preservado e estudado”, acrescenta. A proposta é que o Parque se torne um espaço para educação ambiental.

Segundo ele, os bosques de plantas do cerrado têm como inspiração o sítio Burle Max, uma área no Rio de Janeiro onde o paisagista conseguiu reunir uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e subtropicais com mais de 3.500 espécies. “Queremos criar um espaço onde as pessoas possam tocar, cheirar e provar os sabores típicos da nossa região, que vêm se perdendo no tempo, mas que precisam ser reavivados e conhecidos pelas novas gerações”, afirma Zayek.

 

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