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10/12/2019 12h08 - Atualizado em 10/12/2019 12h28

Novo cenário na Vila Formosa

Erosão crônica já é coisa do passado e obra será finalizada nos próximos dias

Depois de 12 meses de trabalho intenso, a obra da erosão da Vila Formosa atinge sua fase final. Pavimentação, meio-fio, calçadas e bocas de lobo estão na mira dos cerca de 30 funcionários que trabalharam ao longo de todo o projeto. Foram investidos R$ 6 milhões de reais para solucionar em definitivo um problema crônico, que ameaçava engolir casas e ruas de um dos bairros mais tradicionais da cidade. 

A entrega da obra será ainda neste ano e vai até remodelar a mobilidade do local. “Isso aqui está uma maravilha, a gente nem lembrava mais como era isso aqui antes desse buracão”, diz a aposentada Márcia de Souza – apontando para a pavimentação da rua que está ocorrendo no local.

A obra tem 90 metros de extensão, com 16 degraus de queda d´água e 845 metros de dreno profundo. “Nós vamos captar toda a água e canalizar, assim o solo não vai mais ficar saturado”, diz a engenheira civil da empresa responsável pela obra, Stephanie Mendes.

Tanto a erosão em si quanto as várias intervenções infrutíferas estão marcadas na memória dos anapolinos. “Valores expressivos já foram gastos aqui e nunca teve uma obra com tanta qualidade, bastava começar o período chuvoso para começar o drama das famílias”, ressalta o prefeito Roberto Naves.

O mestre em engenharia civil e docente do curso no Instituto Federal Goiano (IFG) nas áreas de hidrologia e hidráulica, Frederico Aleixo, 41 anos, se recorda da erosão da Vila Formosa desde criança. “Em se tratando de drenagem urbana, ou se caracteriza de modo preciso a vazão e as características físicas do terreno por onde ela escoa e se concebe um projeto adequado ou é melhor nada fazer. E o que foi feito agora, realmente, atende às boas práticas de gestão de águas urbanas” explica.

Captação

Stephanie Mendes revela ainda que a capacidade de captação de água pluvial em oito vezes. “Essas ruas aqui próximas não tinham rede, fizemos todas”, afirma. Ela diz que existem dezenas de minas de água no local, maior desafio da obra – já que diminuía a capacidade de suporte do solo.