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17/04/2020 18h46 - Atualizado em 17/04/2020 18h48

Em quarentena, professores de dança transmitem aulas online

Equipe da Escola de Dança de Anápolis (EDA) se adéqua às novas plataformas para garantir desenvolvimento dos alunos

De repente, estar no mesmo espaço que muitas pessoas se tornou uma das formas mais eficientes para a transmissão do novo coronavírus. Por isso, os professores da Escola de Dança de Anápolis (EDA), da Prefeitura de Anápolis, buscaram diferentes formas de manter as aulas, mas cada um de sua casa, ou seja, tudo online.

As aulas de zumba, que acontecem ao som de músicas animadas, precisaram ser remodeladas. Com quatro turmas, cada uma com dois horários na semana, a professora da EDA, Wanessa Souto, ampliou o atendimento com transmissões ao vivo. Além disso, ela unificou as turmas e está atendendo em três horários durante a semana. Desde então tem sido um sucesso! A média é de 70 participantes em cada aula.

“Não consigo ver os alunos durante a live, mas eles sempre me enviam vídeosm como forma de retorno do desempenho”, explica a professora Wanessa. Nos vídeos que ela recebe dos alunos é possível ver que a família toda, que está em quarentena, faz questão de participar.

As modalidades desenvolvidas na EDA vão da zumba ao sapateado. “O sapateado ajuda a superar as dificuldades e exige persistência do aluno”, explica a professora da EDA, Karinne Fonseca. As turmas são separadas em diferentes grupos de WhatsApp, de acordo com os níveis e faixas etárias. Exercícios são enviados ao longo do dia e assim que os alunos executam, enviam as gravações para que a professora possa acompanhar.

Juntando cada o exercício, a turma aprende a coreografia de uma música, onde os alunos gravam em enviam novamente para a professora. E assim eles tem se aperfeiçoado e avançado na técnica.  Inclusive, Karinne estuda a possibilidade de dar continuidade às interações nos grupos de WhatsApp mesmo após o fim do isolamento social.

O aluno de sapateado, Raphael Victor, de 30 anos, afirma que é uma experiência única. “Tem sido diferente. Nunca imaginaria que é possível fazer aulas assim”, pontua. De acordo com ele a experiência com as aulas à distância permitiu ao jovem uma autoanálise.

Por três anos Raphael foi aluno de jazz na EDA e neste ano iniciou o sapateado. Tanto ele quanto outros alunos da Escola de Dança vivenciam as dinâmicas da interação à distância, não somente as turmas de zumba e sapateado, mas também com outros professores no ballet, jazz e outras modalidades oferecidas pela unidade. “Percebemos que a forma como os professores e alunos abraçam este desafio, nos dão uma aula de perseverança e inovação”, destaca o secretário municipal de Cultura, Wilson Velasco.