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10/07/2018 16h36 - Atualizado em 10/07/2018 18h14

Conscientização sobre a utilização do Samu pode salvar vidas

Dados da unidade em Anápolis mostram que cerca de 40% das ligações não necessitam da intervenção do serviço

Prestar atendimento pré-hospitalar de urgência e com excelência à população o mais rápido possível. Essa é a missão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em todo o País, mas que em muitas cidades, tem sua função desvirtuada por questões de falta de conscientização e prioridade. Em Anápolis, isso também vem acontecendo. Segundo levantamento das ligações recebidas pela Central de Regulação do Serviço, cerca de 40% dos chamados não são de urgência e emergência, o que interfere diretamente nos atendimentos necessários.

“É um número alto que impacta nas situações de urgência e emergência, pois a ambulância é encaminhada e neste mesmo momento, uma pessoa que realmente corre risco pode ter o seu atendimento prejudicado”, explica a coordenadora do Samu em Anápolis, Eliane Bento. São considerados serviços de urgência e emergência situações em que a pessoa corre risco de morte e/ou possui um agravo traumático ou clínico que requer encaminhamento para o hospital.

Eliane Bento conta que o levantamento estatístico foi feito pela própria unidade, com consultoria do Ministério da Saúde, ao perceberem a quantidade de ligações fora da área de urgência e emergência. Além disso, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) está executando um projeto sobre acidentes no trânsito e, embora não seja o foco da pesquisa, também manifestou preocupação com o percentual de chamadas incorretas feitas ao serviço. “Queremos conscientizar a população sobre a necessidade de utilizar o Samu corretamente. É uma atitude que pode salvar vidas”, esclarece a coordenadora.

Todo o trabalho executado pelo Samu é baseado em atendimentos de urgência e emergência. Até a quantidade da frota é designada pelo Ministério da Saúde com base nesses dados. Graças a uma ação da atual gestão foi possível, a partir de junho deste ano, ter novamente uma reserva técnica de ambulâncias. “Recebemos três novas viaturas que substituíram as outras que agora compõem a reserva técnica. Isso significa que, se um dos veículos tiver algum problema, o nosso trabalho não será prejudicado", diz Eliane Bento.

Estrutura

Atualmente, a frota do Samu em Anápolis conta com duas ambulâncias de suporte avançado e quatro de suporte básico, além de duas motolâncias. Fazem parte da estrutura a sede com a Central de Regulação, na Avenida JK, e o posto de atendimento, na Vila Jaiara.

A Central de Regulação atende aos municípios que compõem a Regional Pireneus. Além de Anápolis, fazem parte Alexânia, Abadiânia, Campo Limpo, Gameleira, Goianápolis, Terezópolis de Goiás, Cocalzinho, Pirenópolis, Corumbá de Goiás, Padre Bernardo e Mimoso de Goiás. Na região, são quase 490 mil habitantes amparados pelo Samu 192.